A
vida numa capital européia
Dublin é uma miscelânea do mundo.
Aqui existem pessoas de todas as partes. Grandes oportunidades
de emprego trouxeram imigrantes dos mais variados continentes.
Estar na capital da Irlanda é viajar ao redor do planeta
no que consiste conhecer culturas. E estas culturas são
aqui respeitadas, exemplo disso foi a manifestação
de palestinos em prol de seu estado. Cito isso por ser eu fã
ardoroso do já falecido Yasser Arafat e a sua luta por
esta causa.
Com 505.739 mil habitantes no centro da cidade e 1.661.185 no
total, Baile Átha Cliath - Dublin no dialeto gaélico,
usado pela população de mais idade e conservado
nas escolas primárias como disciplina, não tem um
clima tão assombroso para os brasileiros que vem da região
Sul, apesar de que passei aqui apenas o final do inverno, chegando
no segundo dia de fevereiro. Quanto a brasileiros que aqui vivem,
estão aos montes.
Nos próximos artigos, abordagens trarão a vida em
Dublin, seja para brazucas ou o dia a dia desta cidade acolhedora.
Tentarei também quebrar algumas incógnitas sobre
a luta dos brasileiros aqui. Muitas pessoas dizem tanto sobre
APENAS dificuldades para quem sai do Brasil sonhando em viver
aqui. Penso que inseguras; se sentem ameaçadas nas suas
possibilidades de emprego e acham que mais pessoas brasileiras
significa o abocanhamento de sua possível vaga no mercado
de trabalho.
O meu ponto de vista nos muitos artigos que farei daqui de Dublin
levará em conta alguns aspectos com relação
a minha idade, 42 anos, por exemplo, no quesito emprego. Por ter
uma certa caminhada e um calejo da vida, encaro com tranqüilidade
ser jornalista no Brasil e aqui, lavar pratos num restaurante
e entregar jornal num ponto de ônibus. Digo isso para que
aos brasileiros que aqui residem (na Irlanda), não fique
a impressão que sou um já, brasileiro puxa-saco
dos irlandeses, mas sim, confesso, grato pela chance de estar
empregado e garantir assim minha sobrevivência.