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A fome no século XXI

Beto Mansur

Neste início de século, dentro de um espaço cronológico mundial controlado pela doutrina neoliberal, esperamos possíveis decisões que serão tomadas em torno das discussões sobre a Guerra da Fome, os quais poderão ser palcos disso, países dos quatros cantos do planeta.
Dentro desse contexto de fome mundial, é de que, desde os meados de março de 2008, a população mundial passou a ser de, mais ou menos, 6 bilhões e 660 milhões de habitantes. Dessa quantia, 50% da está no campo e outros 50%, na cidade. Isso, sem dúvida, poderá gerar aumento da demanda dos alimentos para o comércio e indústria e, se não houver oferta suficiente, alguns grupos sociais, sem poder de compra, poderão fazer parte de estatísticas da fome. Além do mais, isso pode significar problemas já que de dezembro de 2007 para cá, os preços dos alimentos subiram 50%.
Embora as idéias neoliberais criadas por Milton Friedman, defendam o fim do Assistencialismo Estatal para que as sobras de valores sejam usadas para quitação de dívida externa, alguns governantes tiveram que praticar essas idéias. Isso, obviamente, vem trazendo para o mundo e deverão ser enfrentados, problemas voltados ao bem-estar social. E isto também pode gerar conflitos e divergências governamentais dentro do planejamento estratégico dos Estados. Citando Dominique Strauss-Khan, diretor do FMI, estamos próximos do desemboque da Guerra da Fome.
Mais do que é sabido, os tempos mudaram. Em qualquer país, desenvolvido ou não, os governantes, mesmo com orientação contra o Estado Assistencialista, deverão ter o sério compromisso com a sobrevida da população. Em torno dessa discussão e presa pelas Leis de Mercado e na dependência da boa vontade dos governantes, a Organização das Nações Unidas se debate para publicar um planejamento estratégico mundial contra a “Crise da Alimentação” que está se desenhando. Para isso, a ONU quer ter uma força-tarefa e, timidamente, pede US$ 3 bilhões e 100 milhões para, simplesmente, tentar barrar um problema que já afeta 100 milhões de pessoas.
Para a ONU, nos dias de hoje, a fome está como uma ameaça superior ao terrorismo. Porém, com apenas US$ 93 milhões do dinheiro reivindicado dos Estados, para arrecadar e distribuir alimentos e vencer tal crise, a ONU não possui estratégias para administrar especuladores, nem mesmo como pressionar os controladores dos Estados para extinção de medidas que entravam a cadeia do comércio, que estão dando força à crise dos alimentos.
O autor é advogado pela UEM – PR, tem Qualificação Empretec pela ONU/Sebrae, colunista do site www.vendamais.com.br, colunista da Revista da Cidade, de Arapongas – PR; Especialista em Empreendedorismo pela Universidade Norte do Paraná, de Londrina - PR; Professor de MBA, pela Universidade de Cascavel - PR, Professor de Sociologia em Cursos Pré-vestibulares e palestrante de Empreendedorismo. Contato pelo e-mail - empreender@irapida.com.br


Ser amigo
Momento Espírita

Você costuma ouvir seus amigos com atenção?
Ou é daqueles que se aproxima deles quando precisa de alguém para lhe ouvir as reclamações?
O depoimento a seguir pode ser útil para nossas reflexões. É de alguém que não havia pensado nisso e resolveu contar sua história.
Era cerca de 11 horas da noite, e eu estava tranqüilo em casa, quando recebi o telefonema de um amigo muito querido.
Seu telefonema me deixou feliz e, a primeira coisa que ele me perguntou foi: “como você está?”
E, sem saber porque, eu lhe respondi: “muito só...”
“Você quer conversar?”, perguntou.
“Eu respondi que sim”.
“Você quer que eu vá até a sua casa?”
Respondi que “sim” novamente...
Ele desligou o telefone e em menos de quinze minutos lá estava ele tocando a campainha.
Eu comecei falando, por horas, de meu trabalho, minha família, minha namorada, meus problemas e dúvidas e ele, atento, me escutava sempre.
Naquele dia eu estava muito cansado mentalmente e, a sua companhia me fez muito bem.
Além do mais, do começo ao fim ele me escutou, me apoiou e me aconselhou.
Assim, quando ele notou que eu estava melhor, disse: “bom, agora preciso ir trabalhar...”
Surpreso, eu lhe disse: “amigo, porque não me disse antes que teria que ir trabalhar? Veja que horas são! Você não conseguiu dormir nenhum pouco, eu roubei seu tempo por toda a noite”.
Ele sorriu e me disse: “não tem problema, para isso existem os amigos!”
Ao ouvir isso fiquei feliz em saber que podia contar com um amigo assim.
Acompanhei-o até à porta e, quando ele caminhava até o seu carro eu gritei:
“Hei!... Amigo! Porque você me telefonou tão tarde? O que você queria?”
Ele voltou e me disse com voz baixa: “é que queria lhe dar uma notícia...”
E eu perguntei: “o que aconteceu?”
Ele falou: “fui ao médico e ele me disse que meus dias estão contados, tenho um tumor no cérebro. Não poderei operar. É maligno. Assim, só posso esperar...”
Naquele momento fiquei mudo.
Ele sorriu e disse: “tenha um bom dia amigo!”
Entrou no carro e se foi...
Precisei de um bom tempo para assimilar a situação e, até hoje me pergunto: “por que quando ele me perguntou como eu estava, eu me esqueci dele, e só falei de mim?”
“Como ele teve força para sorrir, me escutar e dizer tudo o que disse?”
Desde aquele dia a minha vida mudou... Deixei de dar tanto valor aos meus problemas e de me preocupar somente comigo.
Agora, aproveito o meu tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão e me interessar mais por elas, sem esperar nada em troca.
Tento sentir mais profundamente aqueles que estão a minha volta e aqueles que passam por minha vida...
Pense nisso!
Por vezes, temos agido com nossos amigos, como verdadeiros egoístas.
Esquecemos de que é preciso olhar nos olhos, ouvir as palavras que eles não têm coragem de nos dizer.
Temos pensado demasiadamente em nós mesmos, em nossos problemas, em nossas amarguras, em nossos desejos...
Importante que tenhamos a devida atenção para com aqueles que nos são caros.
Os amigos verdadeiros às vezes relevam as nossas atitudes egoístas, mas vale a pena cuidar com carinho dessas jóias que Deus coloca em nosso caminho.
Afinal, conservar um amigo com afeto e atenção, é sempre uma grande virtude.
Pense nisso, mas pense agora!



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