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Deus existe

Provar a existência de Deus não é assim tão trivial quanto parece.
Durante séculos, filósofos e teólogos, preocuparam-se em tentar provar a existência de Deus.
Deus existe, essa é a pergunta que intriga, pois se Deus existe ele existe, mas como Ele existe?
Platão foi o primeiro a usar o termo teologia que veio a ser usado modernamente.
Teologia nos escritos de Platão é a foram última de seu mundo das formas.
Aristóteles em cujo pensamento o “motor” imóvel, aquilo que gera toda a mudança, todo o desejo da perfeição no universo é identificado com Deus.
Agostinho - Acreditava numa verdade última que explicasse, todas as verdades imutáveis da mente humana, segundo ele, esta verdade última tenha de ser Deus.
Entretanto, essas são definições filosóficas. O pensamento platônico e aristotélico foi incorporado pelo cristianismo como recurso para o desenvolvimento da teologia cristã.
É legítimo perguntar: Que tipo de Deus os filósofos e teólogos estavam tentando provar?
Albert Einstein acreditava num Deus que se revela na manifestação ordeira do Universo, não num Deus que se interfere nos atos e no destino de cada um.
Ele acreditava que a apresentação de Deus na Bíblia era uma representação da experiência humana, Como resultado, rejeitava a crença num Deus pessoal e afirmava e vez disso, ser Deus “o fundamento de nosso ser”.
Acontece que quanto “Agar” a serva de Abraão, descrita no capítulo 16:19 do livro de Gênesis, fugira de sua senhora “deus a viu”, portanto, proclamava “Tu és Deus da vista”, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?
Portanto, a melhor definição de Deus está descrita no capítulo 1 do Salmo 46:
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia”.
LEIA AS DUAS FACES
AS DUAS FACES

1 - O que fazia Deus antes da Criação do universo?
2 - Teria Deus criado todas as coisas do nada, ou de uma matéria pré-existente? O que é o nada?
3 - Qual o tempo da criação dos anjos?
4 - Como se explica a natureza humana e divina de Jesus Cristo?
Responder a estas perguntas não implica, não quer dizer que a pessoa seja religiosa, pois a letra mata o espírito vivifica.
Optou Adão pela árvore da ciência e do conhecimento porque preferiu viver pouco, mas com conhecimento, do que viver eternamente ignorante.
Mas a pergunta é: Tornou-se o homem igual a Deus por adquirir conhecimento?
O que dizer de Thiago, “E se lhes faltar sabedoria pela a Deus que lhe será dada”.
Não seria mais proveitoso viver bem mais e pedir sabedoria a Deus?
No dia do juízo não se perguntará pelo que lemos, qual o grau de instrução. Se nosso discurso foi eloqüente, mas se a nossa vida se conformou aos ditames do cristianismo.
Se a nossa vontade foi compatível, com o centro da vontade de Deus.
Leia “As Duas Faces” e a sua fé não será a mesma.
Ivon Antonio


Se eu fosse Deus...
Momento Espírita

Certo dia, lendo o artigo de um poeta, publicado no jornal, um parágrafo nos chamou atenção.
O poeta falava sobre a hipótese de um ser humano ser Deus por uma semana.
E dizia que, caso ele fosse Deus, “um minuto seria suficiente para tomar uma única decisão.
Sob a humaníssima - e jurídica - forma de lei. Na qualidade de Deus, chamaria o meu anjo-secretário e ditaria os dois artigos singelos da minha lei:
Art. 1.º - ficam a partir deste instante abolidos, em todos os quadrantes do terceiro planeta do sistema solar, na periferia da Via-Láctea, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte.
Art. 2.º - revogam-se as disposições em contrário”.
Certamente muitos de nós, como o poeta, faríamos a mesma determinação, abolindo, para sempre, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte.
E Deus, que é a inteligência suprema do universo, já decretou isso nas suas soberanas leis.
É só uma questão de tempo para que essa situação se torne realidade.
No entanto, o Criador, que é a sabedoria suprema, não pode violentar o livre-arbítrio de seus filhos, impondo uma perfeição que estes ainda estão longe de alcançar.
Vejamos o que dizem os espíritos superiores, explicando porque Deus não criou todos os espíritos perfeitos:
Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teria para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Além disso, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; Por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres.
Muito lógica e muito consoladora a resposta dos Sábios do espaço. Se todos os espíritos encarnados na terra estivessem no nível de Ganhdi, Chico Xavier, Madre Teresa, Irmã Dulce e outros, não precisaria nenhum decreto proibindo a miséria, o desamor, à injustiça, a doença, a ignorância e a guerra.
Por outro lado, Jesus afirmou: “vós sois deuses”.
Assim sendo, se não somos Deus com “d” maiúsculo, somos filho dele e podemos fazer a nossa parte para que, um dia, a terra seja um planeta onde reine a paz.
Os espíritos foram criados simples e sem nenhum conhecimento, mas todos, sem exceção, chegarão à perfeição.
Vale lembrar, novamente, as palavras do mestre de Nazaré: “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial”.
Portanto, todos nós seremos anjos um dia, só depende da nossa vontade. E essa vontade também inclui a busca das verdades que regem a vida, ou seja, as leis divinas.
Pense nisso!
Nos soberanos códigos divinos a morte não existe para o espírito. Jesus provou isso se mostrando vivo depois da morte física.
A miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância e a guerra, são problemas criados pelo próprio homem.
Nesse caso, nem precisa ser Deus para abolir de vez por todas essas misérias que nos causam dor e sofrimento.
E a única condição para que isso aconteça é querer.
Pense nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em artigo de João Manuel Simões, publicado no jornal Gazeta do Povo, no dia 11/08/2003 e da pergunta 119 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Ed. FEB.



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