Contabilistas
correm riscos de arcar com responsabilidades alheias
Paulo Caetano
Além das responsabilidades profissionais impostas pela
legislação específica – Decreto-Lei
9295 – e daquelas previstas por leis paralelas, os contabilistas
vêm correndo riscos de arcar com as conseqüências
de responsabilidades que não são exatamente da sua
alçada, mas de outros atores de cenário nacional.
É indiscutível o avanço que a Lei de Responsabilidade
Fiscal – Lei Complementar 101 -, trouxe à gestão
pública brasileira, mas, passados oito anos, ganha contornos
a cultura de que, se um ente público tem as suas contas
reprovadas pelo Tribunal de Contas, a culpa parece ser somente
do contador, quando, na realidade, pode ser muito mais de dirigentes
que não querem nem saber de responsabilidade fiscal, ética,
transparência...
Se, pela LRF, o profissional contábil viu a sua identidade
confundir-se com a de políticos, presidente, governador,
prefeito, secretário, chefes de órgãos executivos,
legislativos e judiciários, o novo Código Civil
- lei 10.406/2002 – a confunde com a figura do empresário,
por conta do conceito de solidariedade.
Não nos eximimos das nossas responsabilidades profissionais
próprias e justificáveis: aquelas descritas nos
artigos 1.179 a 1.195 do Código, de fazer escrituração,
balanço patrimonial e de resultado econômico, etc.
O profissional contábil é fiscalizado quanto ao
dever de fazer a contabilidade das empresas que assume, sendo
punido em casos de omissões, falhas e quaisquer atos que
causem prejuízos aos clientes, podendo até ter o
registro profissional cassado. Fazer essa fiscalização
é justamente a missão dos conselhos de contabilidade.
O princípio da solidariedade, contudo - artigos 1.177 e
1.178 do Código Civil – deixa os contabilistas em
uma situação complicada, podendo pagar por erros
ou atitudes de seus clientes e até perder bens pessoais
em processos de reclamação judicial. Explica-se
o surgimento, nos últimos anos, de seguros de responsabilidade
civil para a atividade contábil. Na prática, fomos
transformados em fiadores das empresas.
Devemos ser responsabilizados, sem dúvida, por um serviço
que devia ter sido realizado e não o foi, por um balanço
falho ou simulado; por fraude em uma escrituração,
lançamento, registro, relatório, parecer e em qualquer
outra peça ou documento contábil. Foi o que ocorreu
na falência da Enron, Tyco, Vivendi, Stanley Steel e outras
grandes corporações atingidas por escândalos
fatais. As causas apontadas foram irregularidades contábeis
e teve profissional que pagou com a própria vida.
A questão enfim é que, assim como quaisquer outros
profissionais, só devemos ser responsabilizados pelos serviços
para os quais somos contratados. Não é justo que
paguemos, por exemplo, pela turrice de um gestor público
que insiste na prática do jeitinho, muito menos por sua
corrupção; nem pela cegueira de um administrador
que se nega a observar as leis do mercado. O autor é contador, empresário da contabilidade
e presidente do CRCPR.
pcaetano@pcaetano.com.br
Roteiro
infalível para a felicidade Momento Espírita
O ser humano nunca sentiu tanta necessidade de encontrar paz íntima,
como nos dias atuais.
Na tentativa de suprir essa necessidade, as livrarias estão
abarrotadas de livros de auto-ajuda.
Existe a procura, oferece-se o produto.
Embora seja nobre a intenção de muitos escritores,
não se pode dizer que todos têm como objetivo oferecer
ajuda a quem dela necessita.
O que boa parte desses autores visa é o lucro fácil,
à custa das carências das criaturas.
No entanto, há um roteiro infalível para a felicidade
à disposição de quem queira segui-lo.
Trata-se de um código, uma regra de proceder que abrange
todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública,
o princípio básico de todas as relações
sociais que se fundam na mais rigorosa justiça.
Mas, que roteiro infalível é esse, afinal?
Está ao alcance de todos?
Poderá ser entendido e seguido por toda gente?
Podemos afirmar que esse roteiro infalível está
ao alcance de todos e pode ser entendido e seguido por todos.
Trata-se da boa nova, das boas notícias trazidas pelo mestre
mais sábio que a terra conheceu.
Esse excelente código de ética e moral que abrange
todas as circunstâncias da vida humana e traz os princípios
básicos que podem nortear todas as relações
sociais está fundamentado na mais pura justiça.
Esse compêndio de sabedoria é conhecido como o evangelho
de Jesus.
Incontestavelmente é um roteiro infalível para se
alcançar a felicidade.
Mas, se o evangelho está disponível há mais
de dois milênios, por que e a felicidade ainda não
é uma realidade na Terra?
O que ocorre é que toda a gente admira a moral cristã;
todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém,
assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer,
ou baseados em certas máximas que se tornaram provérbios
populares.
Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são
os que a compreendem e sabem deduzir suas conseqüências.
A causa disso está na dificuldade de entendimento que o
evangelho apresenta para o maior número dos seus leitores.
A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem
fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência
e por dever.
Todavia, não percebem os preceitos morais, disseminados
aqui e ali, intercalados na massa das narrativas. Impossível,
então, compreender o conjunto e tomá-lo para objeto
de leitura e meditações especiais.
No entanto, aqueles que têm olhos de ver percebem que toda
a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é,
nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.
Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como
sendo as que conduzem à eterna felicidade: bem-aventurados,
disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes,
porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que têm puro o coração;
bem-aventurados os que são brandos e pacíficos;
bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso
próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que
quereríeis vos fizessem.
Amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser
perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos
a vós mesmos, antes de julgardes os outros.
Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar
e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e
egoísmo, eis o que não se cansa de combater.
E Jesus não se limita a recomendar a caridade; põe-na
claramente e em termos explícitos como condição
absoluta da felicidade futura.
Eis aí o roteiro infalível. Mas só para quem
deseja, sinceramente, investir na sua felicidade.
O próprio Cristo colocou a livre vontade como condição
para alcançar esse objetivo, quando disse: “quem
quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo,
e siga-me”.
Você sabia?
Você sabia que existe um livro intitulado o evangelho segundo
o espiritismo?
Foi lançado em abril de 1864, em Paris, por Allan Kardec,
codificador da Doutrina Espírita e é o livro espírita
mais vendido no Brasil.
Esse livro traz comentários dos Espíritos superiores
sobre vários ensinos e parábolas de Jesus, de forma
simples e de fácil entendimento.
Eis uma boa razão para travar conhecimento com esse roteiro
infalível de felicidade, conhecido como evangelho de Jesus.