Direitos
das Crianças e Adolescentes têm conferência na
cidade
De suma importância, a conferência
reuniu diversas lideranças
Edivaldo Oberek
eoberek@hotmail.com
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente (CMDCA) de São Pedro do Ivaí realizou
no dia 26, no salão paroquial, sua segunda conferência
e contou com a presença de autoridades, da população
e dos conselheiros, além da presidente do órgão,
Fabíola Luvizuto Fonseca.
Com o tema “Concretizar direitos humanos de crianças
e adolescentes: investimento obrigatório”, constaram
na pauta a explanação sobre o regimento interno com
abertura para que dúvidas fossem sanadas, palestras da promotora
de Justiça da Comarca de Jandaia do Sul, Fernanda Lacerda,
e de Andréa Rocha, que é professora da Universidade
Estadual de Londrina (UEL) e mestre em Educação.
Foram formados grupos de trabalhos entre os participantes, seguidos
de debates. A tarefa que finalizou a II Conferência Municipal
foi a eleição dos delegados que representarão
São Pedro do Ivaí na Conferência Regional dos
Direitos da Criança e do Adolescente. Durante a manhã,
as crianças do Cemic realizaram uma apresentação
artística, e no período da tarde foi a vez do Peti.
O Departamento Municipal de Saúde superou
todas as expectativas durante a vacinação contra poliomielite
para atrair as crianças para os Postos de Saúde. Como
de costume quando sempre preparavam um atrativo para trazê-las
para a vacinação, este ano a novidade, com o Zé
Gotinha e sua equipe, foi bem aceita pela criançada, que
passeou pela cidade e distrito com o trenzinho. (EO)
Veja só a graciosidade de Rita
de Cássia Lima Serafim. No dia 6, ela completará cinco
anos. Ela é o dengo entre todos os familiares.
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JANDAIA
DO SUL :::
Construção
da ponte sobre o rio Rochedo é iniciada
Obras iniciadas: facilidade no acesso
Da Assessoria Prefeitura Municipal
Foi iniciada, nos últimos dias, a construção
de uma ponte sobre o rio Rochedo na Comunidade do Taubaté
– zona rural do município. A localidade marca a divisa
entre Jandaia do Sul e Mandaguari e os serviços visam valorizar
a região. De acordo com o vice-prefeito Benedito Pupio,
a iniciativa tem por objetivo facilitar o acesso de moradores
e trabalhadores que utilizam o trajeto.
A diretora do Departamento de Ação
Social, Silmara Bruzon, durante abertura do evento
Vereadores e palestrantes: discussões
que promovem melhorias
Da Assessoria Prefeitura Municipal
Na última sexta-feira, o Departamento
Municipal de Ação Social realizou a IV Conferência
dos Direitos da Criança e do Adolescente na Câmara
Municipal. Com o objetivo de promover discussões e propostas
de ações voltadas para área, a iniciativa
contou com a presença de vereadores, representantes de
entidades e departamentos, além de adolescentes e demais
convidados.
Dessa forma, a diretora do Departamento de Ação
Social e presidente da Associação de Proteção
à Maternidade e à Infância (APMI) abriu o
encontro destacando a importância e a necessidade de eventos
como esse. “Este trabalho tem o intuito de buscar melhorias,
muitas das quais, já estamos presenciando”, explicou.
Os temas “Planos de Convivência Familiar” e
“Orçamento Criança e Adolescente” foram
explanados por Ana Lucia Cafeo e Neuzeli Stoebel Bertolla do Instituto
de Assistência Social do Paraná (IASP).
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BARBOSA
FERRAZ :::
Município
recupera estrada do bairro Nova Raposa
Não só o homem do campo e o escoamento
agrícola, como também o transporte escolar ganham
com a recuperação de estradas rurais
Edivaldo Oberek
eoberek@hotmail.com
A Prefeitura de Barbosa Ferraz realizou a recuperação
em cerca de 15 quilômetros da estrada do bairro Nova Raposa.
O trabalho faz parte do programa Caminhos da Produção,
lançado recentemente pelo prefeito Mário César
de Carvalho, com o objetivo de recuperar todas as estradas rurais
do município.
A obra beneficiará moradores como Luiz Raimundo Luz, que
reside no local há muito tempo. “Moro aqui há
25 anos e até agora não havia se realizado um serviço
como esse. Com o cascalhamento, nós estamos satisfeitos
e não vamos ter mais problemas com estradas. Estou contente
com a administração, porque a gente está
vendo o serviço sair”, afirmou.
Através da Secretaria de Saúde,
a administração municipal realizou o atendimento
intensivo às pessoas com hipertensão, nos dias 20
e 21, na Casa da Cultura. Na ocasião, foram dados atendimentos
especiais como a verificação de pressão arterial
e distribuídos remédios controlados pelos profissionais
que atuam no Clube do Hipertenso.
Por meio de reuniões mensais, os participantes do clube
têm toda assistência da Secretaria de Saúde,
como afirma a moradora Rosa Maria Costa. “Com a reunião
todo mês, as campanhas contra hipertensão, diabetes
e os remédios estão disponíveis todo mês,
certinho”. O morador Orpheu Campi diz não ter problemas
com os remédios que utiliza com freqüência.
“Toda vez que a gente procura remédio, seja aqui
ou na farmácia do hospital, eles entregam. Todo lugar que
a gente vai, somos bem recebidos”.
Outras informações sobre o Clube do Hipertenso podem
ser obtidas através dos telefones (44) 3275-1325 ou 3275-2091.
(EO)
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BOM
SUCESSO :::
Violação
de site de relacionamento causa irritação e constrangimento
Delegado
de Jandaia explica o procedimento que deverá ser tomado
e quais as precauções para não se tornar
mais uma vítima de crime on-line
Edivaldo Oberek
eoberek@hotmail.com
Num momento em que a tecnologia aparece como
ferramenta indispensável ao dia-a-dia de um universo das
pessoas, seus contratempos surgem na mesma proporção.
Certamente é assim que pensam 19 pessoas de Bom Sucesso
que tiveram seu site de relacionamentos (Orkut), invadidos.
O jovem WRC, de 23, foi uma das vitimas. No dia 21, qual foi à
surpresa ao acessar o site e encontrar abaixo de suas fotos, legendas
com expressões de baixo calão, xingamentos e ofensas
bastante pesadas. Quanto às mulheres que foram vítimas,
palavrões com sinônimos de prostitutas e todo um
repertório que causou muita indignação.
Devido ao acontecido, o grupo de 19 pessoas procurou a delegacia
de polícia local e registrou boletim de ocorrência,
no qual constou que “todas essas pessoas foram prejudicadas
moralmente”. Na oportunidade, o jovem fez a entrega da impressão
de cópias da página do site de todas as pessoas
prejudicadas. A queixa foi registrada por eles em duas etapas.
Um grupo na sexta-feira (22) e outro na segunda (25). “Na
verdade estamos nos sentindo atingidos moralmente, pois sou bastante
conhecido. A maioria das pessoas são filhos e filhas de
comerciantes, pessoas conhecidas e de bem”, desabafou.
O que as vítimas esperam, já que o caso foi passado
para a delegacia da Polícia Civil de Jandaia do Sul, é
que haja um desenrolar do caso, e que justiça seja feita.
“Como aconteceu comigo, outras pessoas podem ser vitimas
dessa situação totalmente desagradável. Toda
vez que entro na internet, já bate certa insegurança
do que vou encontrar”.
Entre o grupo, já existem pessoas que foram vítimas
pela terceira vez. Como alerta, W aconselha as pessoas tomarem
cuidado com certas posturas quando o assunto for o mundo virtual.
Investigação
seguirá para Jandaia
O delegado da Polícia Civil de Jandaia
do Sul, Gustavo Tucci Nogueira, solicitou que o caso fosse formalizado
em Bom Sucesso, porém será investigado por ele.
Na terça-feira, a documentação ainda não
havia chegado à suas mãos, mas certamente se trate
de difamação e injúria.
Em contatos no início do ano de Tucci com um delegado de
Curitiba, que estava se especializando em problemas ligados a
internet, principalmente Orkut, ele reclamava que o maior problema
é o contato com o administrador do site para que sejam
informados os dados cadastrais das pessoas. Para ele, mesmo se
descobrindo as origens do infrator, as pessoas se utilizam de
nomes falsos, ou então usam de CPFs de pessoas mortas para
criar e-mails, ou ainda fazem seus contatos por lan-houses, para
não serem descobertas, e de posse disso, convidam outras
a abrir páginas on-line.
Para ele, será necessário com os dados coletados,
contatar a polícia técnica para ver se pelo número
de IP ou outra informação colhida junto aos computadores,
se possa chegar à identificação do autor
do delito Segundo o delegado, é um crime difícil
de desvendar, pela tecnologia se encontrar ainda nas mãos
de poucas pessoas. “No interior não se conta com
a tranqüilidade em dizer que temos um preparo para elucidar
esse tipo de crime, mas acredito que possamos chegar, sim, a identificar
quem são essas pessoas”, confia. (EO)
Maior
acompanhamento dos pais ainda é a melhor precaução
Para o delegado, seja precavendo problemas
na internet, ou no dia-a-dia, maior comprometimento e acompanhamento
pelos pais e a educação religiosa são os
melhores formadores de caráter dos filhos
Uma comparação interessante foi
feita por Gustavo Tucci, quando citou a operação
gigantesca da Polícia Civil, quando à meia-noite
da segunda-feira (25), quatro policiais e uma viatura de Jandaia
juntaram-se a outros 300 policias civis, que cumpriram dezenas
de mandados de prisão, temporárias e preventivas,
em Apucarana e no litoral do Estado. Sendo as prisões com
referência a crimes on-line efetuados em contas bancárias,
comparou que se com os grandes investimentos da rede bancária
em segurança contra os hackers ainda existem esses crimes,
os sites de relacionamentos são de fácil burlamento
de seus sistemas. “Hoje é fácil ter seu nome
envolvido na internet. A gente poderia dizer pra você não
fazer parte, mas mesmo assim a pessoa pode criar uma página
se passando por você, colocando fotos e situações
que te embaracem, e te levem ao ridículo e que te tornem
vítimas de um crime”.
A indicação para os pais com filhos, especialmente
de pouca idade, que se expõem em sites e ferramentas como
o Messenger, é que tenham um relacionamento maior com eles
e de cumplicidade no tocante a que exista realmente um comprometimento
dos pais com a educação desses. “Uma educação
religiosa, e que seja dada aos seus filhos as bases de um caráter,
e daí sim, com ela formada, poder-se-á dividir o
que é bom e o que é ruim para ela. Principalmente
se tiver uma educação religiosa e se acompanhar
seus passos”. O delegado conclui que por mais severos que
seja, por mais ameaçador que seja, na ausência dos
pais, essas crianças acabam aprontando. “O que elas
precisam ter é base, formação de caráter
e de verdadeiros cidadãos. Aí sim serão pessoas
que não somente durante a adolescência, mas também
quando se tornarem homens, poderão ter uma vida digna e
que realmente faça com que eles honrem seus pais”.
(EO)
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MARIALVA
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Aterro
de Marialva é exemplo na região
Município
dá destinação correta ao lixo doméstico
e investe na conscientização dos moradores para
ampliar coleta seletiva na cidade
Donizete Oliveira, da AIPMM
Marialva é o único município entre os 30
da Associação dos Municípios do Setentrião
Paranaense (Amusep), a dar destino adequado ao lixo doméstico.
Inaugurado em 2003, numa área de 66 mil metros quadrados,
na Estrada Luís Carlos Macente, o aterro sanitário
municipal dispõe de células revestidas de geomembranas
para abrigar o lixo gerado na cidade e nos distritos.
Cada vala revestida dura cerca de dois anos, o que permite a ocupação
do terreno do aterro por 14 anos. No local, há duas valas
cheias e a terceira, quase concluída, começa a receber
lixo em 30 dias. A área tem um canal de escoamento que
conduz o chorume (líquido escuro decomposto de resíduos
orgânicos) a um poço impermeável, evitando
a contaminação do solo.
Outra exigência dos órgãos ambientais executada
no aterro sanitário de Marialva é um poço
de monitoramento de 12 metros de profundidade. Regularmente, nele
são feitas análises para verificar o estado do solo.
O mesmo procedimento é adotado nos rios e minas nos arredores
da área. O cuidado é necessário para evitar
contaminação do lençol freático. FIM DO LIXÃO
A construção do aterro sanitário pôs
fim a um problema que se arrastava desde a fundação
de Marialva: o lixão a céu aberto que funcionava
ao lado do cemitério e poluía a maioria dos bairros
da cidade. Fumaça e bandos de moscas perturbavam os moradores.
Dezenas de pessoas (entre elas crianças) ‘garimpavam’
lixo no local. “Era uma cena degradante que incomodava e
gerava até revolta naqueles que têm um pouco de sensibilidade
social”, afirma o secretário da Agricultura e Meio
Ambiente do município, Luiz Carlos Stefano. ASSOCIAÇÃO
Com a construção do aterro foi criada a Associação
dos Coletores de Material Reciclável de Marialva (Aclimar),
onde trabalham 15 associados que coletam cerca de 12 toneladas
de lixo por mês. Este percentual somado ao volume separado
pelos moradores e colhido por catadores nas ruas chega a 30%.
A cidade produz em torno de 450 toneladas de lixo por mês.
Para Stefano, é preciso investir mais na conscientização
dos moradores. “Temos feito palestras nas escolas, nas associações
de bairros, nos clubes de serviços”, diz. “As
pessoas estão se dando conta de que esse é o caminho”.
Segundo o coordenador da Aclimar, Carlos Gazim, o ideal seria
a separação total do lixo (orgânico e reciclável)
para evitar deterioração mais rápida da membrana
que reveste as valas do aterro sanitário e entupimento
de bueiros nas ruas. “Com certeza, vamos chegar aos 100%”,
declara. “Tudo é uma questão de hábito
e isso demora um pouco”.
Enquanto o lixo doméstico vai para o aterro, o gerado pelos
hospitais, farmácias, laboratórios, clínicas
médicas e lojas veterinárias segue para um aterro
sanitário industrial, em Curitiba.
Moradores
são favoráveis à separação
do lixo
Moradores de Marialva se dizem favorável à separação
do lixo. Muitos iniciaram o procedimento depois das sucessivas
campanhas feitas pela Prefeitura. O aposentado Moacir Poletti,
78, afirma que o maior benefício da reciclagem é
o meio ambiente. “A gente aqui procura colaborar pensando
na natureza”, disse. “Todo mundo ganha”.
A dona de casa, Gertrudes Luíza Schimitd, 60, diz que faz
anos que separa o lixo. Os materiais recicláveis são
vendidos para a cooperativa de Marialva e os orgânicos vão
para o aterro. “Não é nem questão de
aproveitamento, é higiene, mesmo”, acrescenta ela.
Nice Vicente, 26, também dona de casa, diz que seu tio
vende todo o lixo reciclável para a cooperativa da cidade.
“A gente tem ouvido no rádio e lido nos jornais que
isso é fundamental para o meio ambiente”, diz. “Daí
por que adotamos essa prática”. (DO)