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São Pedro, o primeiro Papa

Prof. Felipe Aquino

A solenidade de S. Pedro e S. Paulo (29 de junho) é uma das mais antigas do ano litúrgico. Ao instituir a Igreja, a partir do Colégio dos Doze Apóstolos, Jesus o quis como um grupo estável e escolheu Pedro para chefiá-lo. A ele entregou as chaves do Reino dos Céus, sobre ele (e seus sucessores) edificou a Igreja, prometeu-lhe que as forças do inferno jamais a venceriam, e que tudo o que ele ligasse na terra seria também ligado no Céu. Há vinte séculos a História confirma essa verdade.
Há dois mil anos, Pedro e seus sucessores são a Cabeça visível da Igreja e sua Pedra de unidade, para manter a ordem e preservação da doutrina deixada por Cristo. Já no primeiro encontro que Jesus teve com Simão, “olhou fixo nos seus olhos” e mudou o seu nome para Pedro; para os judeus, isto era o indicativo de uma missão sagrada. “Tu és Pedro, serás chamado Kephas”.
Depois da Ressurreição, Jesus confirma o primado de Pedro sobre toda a Igreja, repetindo-lhe três vezes às margens do lago de Tiberíades: “Apascenta as minhas ovelhas”. Este é o munus petrino, confirmar os irmãos na fé do Cristo e da Igreja. Nem mesmo a tríplice negação de Pedro no dia de sua prisão fez Jesus retirar-lhe o Primado na Igreja. Por isso, os homens também não ousam fazê-lo.
Nenhum dos 265 Papas que a Igreja já teve assumiu o nome de Pedro. Nunca houve o Pedro II. Isto porque, na verdade, “todos eles representam o mesmo Pedro”. Nós o chamamos de Bento XVI, mas Jesus continua a chamá-lo de Pedro: “Tu és Pedro, e sobre ti edificaria a Minha Igreja”.
O nome de Pedro é mencionado 171 vezes no Novo Testamento. João, com apenas 46 vezes, é o segundo mais citado. No catálogo dos Apóstolos, Pedro é sempre citado em primeiro lugar: “Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro...” (Marcos 3,16). Pedro aparece sempre como o porta-voz do Grupo: “Então, perguntou-lhes Jesus: “E vós, quem dizeis que eu sou? Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Mt 16,15-16).
Em outras ocasiões, é Pedro quem toma a frente: “Eis que deixamos tudo e te seguimos” (Mc 10,28). No momento difícil, após o discurso sobre a Eucaristia, quando Jesus checou até o fundo a fé dos discípulos, Pedro responde: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”.
Desde o início, os demais Apóstolos entenderam a missão especial de Pedro, conferida a ele por Jesus, e o respeitaram. Um fato bastante representativo foi o que aconteceu no dia de Pentecostes. Pedro foi quem tomou a palavra para falar ao povo: “Pedro, de pé com os Onze, ergueu a voz e assim lhes falou: ‘Homens da Judéia, e habitantes todos de Jerusalém ...’” (At 2,14 s). Três mil se converteram...
É belo notar que o povo trazia os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles para curá-los. São Pedro foi martirizado em Roma. As escavações realizadas sob a basílica do Vaticano nos últimos decênios, bem como os escritores antigos, confirmam.
Os arqueólogos descobriam um túmulo cristão sob a basílica vaticana. Foram encontradas junto a esse túmulo numerosas inscrições a carvão (graffiti), fazendo menção ao Apóstolo Pedro. Pedro morreu, no ano 67, em Roma, na perseguição de Nero, crucificado de cabeça para baixo, segundo o testemunho de Eusébio de Cesaréia (†300). É por tudo isso que o bom povo católico invoca S. Pedro para obter as graças necessárias. Junto de Deus, ele intercede sem cessar pelos filhos da Igreja.
O autor é teólogo e apresentador dos programas Escola da Fé e Trocando Idéias, na TV Canção Nova.
(www.cancaonova.com)


CASA DA AMIZADE DE SENHORAS DE ROTARIANOS
MANDAGUARI - PARANÁ

Prezado (a) mandaguariense:
A Casa da Amizade de Senhoras de Rotarianos vem, neste especial momento, agradecer o apoiamento obtido na gestão 2006/2007, ora a se findar.
Esclarece que foi um ano de singular trabalho junto a instituições filantrópicas, de ensino e da comunidade de Mandaguari, em geral.
Ficou patente que este coletivo primou pela responsabilidade de vencer metas traçadas e alçar novos vôos, com êxito, deixando abertas portas para que novos desafios, a posteriori, sejam assumidos em prol do “Bem Comum”.
Por isso, é preciso agradecer. Agradecer... agradecer.... E, como Vinicius de Moraes, registrar:

(...) “sua presença, reconheço
Foi a melhor recompensa
Que a vida nos ofereceu

Foi muito lindo
Você ter vindo
Sempre ajudando e sorrindo e dizendo
Que não tem de quê
(...)
Eu reconheço que não tem preço
gente que gosta de gente feito você”.

Muito obrigado!
Saudações de Amizade,
Presidente Maria Inês Botelho e demais companheiras.


Oração e vigilância
Momento Espírita

Muitas são as formas pelas quais o homem pode se pôr em oração.
Pode repetir as palavras ensinadas por Jesus aos apóstolos, na última ceia, por meio do Pai Nosso.
Pode, ainda, dialogar com o Criador, por meio de palavras singelas e sinceras, agradecendo as dádivas que recebe e pedindo pelo amparo de que necessita.
Há, no entanto, outra forma de oração.
Há a prece-ação, por meio da qual o ser, ativamente, liga-se a Deus.
Ora o trabalhador que curva o corpo no arado e sulca o seio da terra.
Ora a professora que, tomando as mãos do pequenino, o conduz através da experiência do alfabeto.
Ora o jovem que renuncia aos prazeres fáceis do mundo oferecendo suas horas ao ministério da enfermagem.
Ora o homem que empreende a luta honesta para a aquisição do pão que lhe honra a estabilidade doméstica.
Ora a mãe que ampara e aleita o pequenino ser gerado.
Ora a criança que ingenuamente brinda a vida, correndo e rindo, por entre as flores do jardim.
Quem, buscando a fonte generosa, distribui água refrescante, ora, porque matar a sede do aflito é também orar.
No entanto, o Sublime Galileu foi incisivo em sua orientação de que é necessário orar e vigiar.
E quão pouco vigilantes temos sido ao longo dos séculos.
Quantas vezes sucumbimos à ira, aos desejos inferiores, abandonando o caminho do bem.
Em inúmeras oportunidades de crescimento e soerguimento moral, deixamo-nos arrastar pela correnteza da vida, deixando para trás a porta estreita que nos levaria à felicidade verdadeira.
Deve-se vigiar constantemente para não resvalar outra vez nos desfiladeiros da desdita e das sombras.
Quando a boca, na disputa verbalista, for tentada ao revide, silenciemos e vigiemos humildemente.
Calar uma ofensa é prova inequívoca de que não se deixou levar pela agressão indevida.
A mão que deixa de apontar na via pública um antigo opositor, vigia, porque não acusar é exercer a vigilância em si mesmo.
A alma que pretendia saltar perigosa sobre o agressor e, ao invés disso, despedaça a cólera aninhada no coração, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.
Jesus orienta-nos para que não nos deixemos contaminar pelo veneno do mundo.
Pense nisso!
A oração é o meio mais eficiente de nos colocar em ligação com o Pai Criador.
A vigilância é a mais eficiente forma da qual dispomos para não sucumbir fragilmente diante das dificuldades e das tentações da vida.
Aquele que ora se aproxima de Deus, e quando vigia permite-se estar em sintonia com a divindade.
Em dias turbulentos como os nossos, orar é pacificar a mente e o coração.
Vigiar é não permitir que as bênçãos divinas sejam desperdiçadas ao primeiro sopro da adversidade.
Quando o ser está vigilante não se deixa levar pelos rompantes que desestabilizam os corações mais frágeis e ignorantes.
Quem ora e vigia encontra-se imune às influências dos adversários do bem, porque tem mais condições de enfrentar as provas da vida e sair vitorioso.
“Orai e vigiai”, aconselhou-nos Jesus.
Eis aí um sábio e valoroso conselho de quem conhece nossas dificuldades mais íntimas e ama-nos profundamente.
Pensemos nisso!



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